Nesta quarta-feira (1º), a Petrobras divulgou uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV). A revisão nos valores do combustível vendido às distribuidoras ocorre mensalmente, e esta variação em julho marca o segundo recuo consecutivo.
A alteração representa uma queda de R$ 0,81 por litro. O novo valor nas refinarias da empresa oscila entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.
A companhia estatal esclareceu que essa diminuição nos preços foi viabilizada pela “atenuação” dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais dos derivados de petróleo.
No entanto, ao longo deste ano, o custo do combustível utilizado em aeronaves e helicópteros apresenta um aumento de 40,5% em relação ao final de 2022. Isso equivale a um acréscimo de R$ 1,39 por litro.
A cadeia logística da indústria petrolífera enfrentou desafios desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, o que resultou em aumentos significativos nos preços.
O principal fator para essa elevação foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, localizado ao sul do Irã. Antes do conflito, cerca de 20% da produção global de petróleo e gás transitava por essa região. Com a diminuição da oferta nos mercados internacionais, os preços dispararam.
Embora o Brasil seja um produtor de petróleo, seus produtos e derivados são considerados commodities, o que significa que seus preços são determinados no mercado internacional.
Desempenho recente
No mês de abril, a Petrobras havia aumentado o preço do QAV em 55%. Em maio, houve uma alta adicional de 18%. Para mitigar o impacto desse aumento nas finanças das companhias aéreas, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem esse reajuste. Em junho, a empresa já havia reduzido o preço do QAV em 14,2%.
A diminuição dos efeitos da guerra também levou o governo federal a iniciar a retirada de subsídios destinados às empresas que produzem e importam combustíveis. Essa medida visa evitar choques nos preços para os consumidores finais.
Estrutura comercial
A Petrobras fornece às distribuidoras tanto o QAV produzido em suas refinarias quanto aquele que é importado. Após aquisição pelas distribuidoras, essas empresas são responsáveis pelo transporte do combustível e sua venda para companhias aéreas e outros consumidores finais nos aeroportos ou para revendedores.
A estatal detém aproximadamente 85% da produção total de QAV; no entanto, o mercado permanece aberto à concorrência livre, permitindo que outras empresas atuem como produtoras ou importadoras.
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