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Delegados gaúchos alertam para o aumento dos golpes virtuais durante a pandemia de coronavírus

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Diversas fraudes são cometidas a partir de dados fornecidos pela própria vítima. (Foto: EBC)

A facilidade de alteração de dados de identificação pessoal tem proporcionado um crescimento dos casos de estelionato virtual durante as medidas de isolamento causadas pelo combate ao coronavírus. O alerta é da Asdep (Associação dos Delegados de Polícia) do Rio Grande do Sul, mencionando dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Conforme o presidente da entidade, Pedro Carlos Rodrigues, as estatísticas oficiais apontam uma expansão no número de registros desse tipo de ocorrência desde março, primeiro mês da pandemia no Estado. Somente em setembro, a média foi de 163 pessoas ludibriadas por dia, o que representa uma alta de 143% na comparação com o mesmo período no ano anterior.

Em março foi registrado no Rio Grande do Sul um pico de quase 6.800 golpes, número 236% maior que o registrado no terceiro mês de 2019. Desde então, os golpes mais comuns durante têm sido as clonagens de WhatsApp, as falsas vendas pela internet e os golpes com cartão-de-crédito, muitas vezes a partir de dados sigilosos fornecidos pela própria vítima.

“Durante os últimos meses foram denunciados diversos casos de golpistas que se passavam por profissionais, inclusive por delegados, utilizando-se da credibilidade atribuída ao cargo para tentar enganar os cidadãos”, lamenta o delegado. “É muito fácil abrir uma rede social ou cadastrar um número de WhatsApp, adicionar uma foto conhecida e se passar por uma autoridade, por exemplo.”

O dirigente da Asdep reitera a necessidade de que as pessoas estejam atentas de forma permanente, sobretudo quando o contato envolver propostas de ganhos fáceis. “Quando falamos com desconhecidos, devemos sempre manter a desconfiança”, recomenda.

Ainda segundo ele, é fundamental orientarmos as pessoas mais vulneráveis, principalmente os idosos, para que nunca divulguem informações pessoais por meios de comunicação que não sejam oficiais: “Caso seja verificado o golpe ou tentativa de golpe, denuncie”.

“Golpe do envelope vazio”

Enquanto isso, também prosseguem as modalidades tradicionais de golpe. Um desses casos foi registrado no começo da semana, quando a Polícia Civil prendeu um indivíduo investigado por de estelionato. Alvo de uma investigação que durou dois meses, ele aplicava o chamado “golpe do envelope vazio” e teve apreendidos R$ 17 mil em espécie.

Utilizando-se de nomes falsos nas redes sociais, o homem pesquisava anúncios nas plataformas de comércio on-line e enganava os vendedores com o método, já bastante conhecido das autoridades e especialistas: o envio de comprovantes de falsos depósitos realizados, por meio de fotos de envelopes bancários sem qualquer quantia e que, por esse motivo, não são compensados pela instituição financeira.

A vítima, acreditando na boa-fé e na imagem sugestiva, não percebe que esse tipo de “comprovação” é inócuo e acaba entregando o produto ao criminoso.

(Marcello Campos)

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