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Condições meteorológicas e atitudes do piloto levaram à morte de Gabriel Diniz

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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), divulgou na quinta-feira, 29, o relatório final sobre o acidente de avião que causou a morte do cantor sertanejo Gabriel Diniz em 27 maio de 2019. O dono do hit “Jenifer” morreu aos 28 anos em Porto do Mato, no município de Estância, em Sergipe. Segundo a Cenipa, condições meteorológicas adversas, altitude e algumas atitudes do piloto contribuíram para a queda da aeronave de pequeno porte. Os pilotos Linaldo Xavier e Abraão Farias também faleceram no acidente.

“Identificados por camada de nuvens baixas e precipitações de intensidade moderada a forte, com instabilidade atmosférica, associadas à nuvem TCU, interferiu na operação da aeronave de forma determinante”, aponta o relatório. De acordo com a Cenipa, o piloto não respeitou os mínimos de visibilidade e de distância de nuvens em Condições Meteorológicas de Voo Visual e não avaliou adequadamente os parâmetros para o prosseguimento do voo em condições meteorológicas desfavoráveis. “Houve inadequação nos trabalhos de preparação realizados pelo piloto para aquele tipo de operação”, diz o centro sobre o planejamento de voo. “A decisão de manter o voo para Maceió, em condições incompatíveis com o voo visual, demonstraram fragilidades na avaliação da situação, cujos prováveis impactos na segurança do voo não foram adequadamente considerados”, completa a Cenipa, que acredita que o fato de transportar um artista que possuía compromissos familiares no destino tornou-se um dado relevante para a tomada de decisão, em detrimento a relevantes aspectos relativos à manutenção da segurança da operação.

Em resumo, os fatores que contribuíram para a queda do avião:

  • Atitude
  • Condições meteorológicas adversas
  • Indisciplina de voo
  • Julgamento de pilotagem
  • Planejamento de voo
  • Processo decisório

Um ano após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concluiu que o táxi aéreo era ilegal e autuou o Aeroclube de Alagoas, segundo nota da Anac obtida pelo G1. “A aeronave de matrícula PT-KLO estava registrada na categoria “Instrução” e não poderia prestar serviço fora da sua finalidade, incluindo o transporte remunerado de pessoas”, diz o documento. De acordo com o delegado da PF em Sergipe, Márcio Alberto Gomes Silva, a Polícia Federal aguardava o laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF e da Cenipa para concluir a investigação.

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